Depois de 1 ano de separação e retrospecção, tenho muito o que compartilhar, muitos desafios e aprendizado a cada dia.

B”H periodicamente diversas pessoas maravilhosas me deram apoio.

Sempre falo que nestas horas descobrimos quão boas as pessoas são e sabem dar o que precisamos na hora certa.

Além das pessoas maravilhosas que Hakadosh Baruch Hu colocou na minha vida, conheci e participo de um irgun maravilhoso “Beasher telchi” onde dão apoio a mulheres religiosas separadas ou em processo de separação.

Não é apoio financeiro diretamente, mas sim apoio moral, mental, sentimental, social entre outros (que custam muito também).

Durante o ano todo tem palestras, cursos, workshop de vários assuntos que uma mulher nesta situação precisa.

Desde como dirigir uma casa desde abrir uma conta no banco e saber administrar as contas e despesas mensais, como conseguir um bom trabalho, como lidar com os filhos que normalmente são afetados e também passam por dificuldades, como enfrentar o dia-a-dia sozinha, quando muitas vezes vários assuntos a mulher nunca chegou neles pois era assunto do marido, e socialmente e moralmente como estar num ambiente onde querendo ou não as pessoas julgam demais; infelizmente nesse tipo de situação também escutamos “conselhos”, reações e comentários de pessoas que muitas vezes eu penso pra mim: “se a pessoa tivesse noção do que está falando, ela enterraria a cabeça na terra e não tiraria nunca mais”. Sei que na maioria das vezes não é de proposito, mas muitas vezes essas palavras machucam – e muito.

Não escrevo só em meu nome, mas sim em nome de milhares de mulheres que passam por essa situação, escuto toda semana histórias que meu coração, de verdade, se quebra, quantas angústias uma pessoa pode passar?

Tem uma frase que volta sempre em todos os workshops e grupos que participei, uma frase forte, mas acho que temos que aprender com ela, pois vi que a maioria das mulheres tem este sentimento dentro delas. Uma frase pesada, mas real (não quer dizer que são minhas frases).

– Tenho inveja das viúvas, elas tiveram anos lindos com seus maridos, chegou a hora que Hashem resolveu levá-los, e toda a kehilá, famílias e amigos as apoiam, ajudam com tudo o que elas precisam, com dinheiro, com comida, roupa, baby-sitter, aula particular, coisas para casa, para os filhos, ajudam para ter alguém que acompanha elas e os filhos a terem ajuda emocional e todo tipo de ajuda.

E nós, não só que passamos anos terríveis e ruins, quando podemos sentir um pouco de ar e luz, e sentir um pouco feliz na vida, vem a sociedade e nos olha, e nos julga como se fossemos criminosas.

Já não basta todas as dificuldades que temos, parnassá, casa e tudo que um casal faz, temos que fazer sozinhas, os filhos que precisam de muito apoio e nós mal temos tempo para correr entre trabalhos, escolas, crianças, casa e médicos e tudo que as crianças precisam. E ainda tem muitas mulheres em que os pais das crianças fugiram sem pagar pensão, ou deram as costas e não estão nem aí para os filhos.

Já temos tantos desafios e ao invés de ter apoio e ajuda das pessoas, nos viram a cara ou não nos veem. Como é possível tamanho descaso?

Quantas vezes nos vemos sozinhas na mesa de shabat? Não sabemos onde vamos estar nos chaguim? Quantas vezes as crianças querem um shabat gostoso e não temos onde ir ou sentamos sozinhos com eles em clima de solidão? Quantas vezes a criança está doente e não tem quem ajuda e não pode faltar no trabalho? E se eu fico doente ou passo mal então?

Infelizmente essas são frases que escuto quase toda semana, muitos choros que precisam de apoio.

Este irgun maravilhoso ajuda em tudo o que pode, desde organizar shabat em conjunto para as mulheres que estão shabat sozinhas, como palestras e workshop de vários assuntos.

Quase toda programação é subsidiada e mesmo assim muita gente infelizmente não tem como pagar nem o mínimo.

E em nome dessas mulheres maravilhosas, fortes e dignas, que lutam para sobreviver, que lutam para dar para seus filhos tudo que precisam (não só material), venho pedir para vocês ajudarem com qualquer valor.

Quem pode com um valor alto, pode ter certeza que será muito bem usado, quem não pode valor alto tudo é bem-vindo, tem a opção de parcelar e assim pode a cada mês contribuir com um pouco.

Existem muitas palestras que custam 20 ou 30 shekalim, mas tem cursos que podem custar 400 shekalim também. Shabat depois do subsidio custa 300 a 400 shekalim.

Ou seja, são valores muito alto para muitas que não fecham o mês e não tem como quitar as contas de luz e gás, mas dependem (e muito!) destes cursos.

Eu vejo o quanto eles ajudam para facilitar e dar descontos para estas mulheres, e quanto se esforçam para subsidiar o máximo. Mas essa parte depende muito de nós, que podemos doar (Maasser) para ajudar reconstruir e curar tantos corações quebrados.

Depende de nós divulgar este lindo projeto para todas as pessoas que possam ajudar em qualquer lugar do mundo.

Para os que tem conta em Israel e precisam de recibo seif 46, podem pedir que receberão (apenas leva alguns dias).

Conto com vocês com esta campanha deste projeto fantástico. São poucos dias, mas intensivos!! Nos ajudem!

Cada um que puder ajudar no projeto e conseguir se comprometer em arrecadar mais doações, é um chessed gigante, eu participo de MUITAS atividades dele e vejo como as mulheres se reconstroem e reconstroem suas famílias.

 

O link para realizar sua doação é o seguinte: www.charidy.com/baasher/25053

 

Que Beezrat Hashem todas as casas e lares possam ser construídos dando nachat para Hashem.

 

Tizku Lemitzvot

Sandrinha

[email protected]gmail.com +972509943599

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