Chazak! 

Por que alguns comentaristas afirmam que o livro Bamidbar (Números) é o mais importante dos cinco livros da Torá? No Livro de Bereshit (Gênesis) o mundo foi criado, no Livro de Shemot, fala-se do êxodo do Egito, no Livro de Vaikrá (Levítico), o Mishkan (Tabernáculo) é solenemente estabelecido e no Livro de Devarim (Deuteronômio) – Moshe faz um emocionado discurso de despedida.

Bamidbar, por outro lado, é caracterizado por inúmeras pequenas e grandes histórias sobre a jornada à Terra de Israel. Há altos e baixos, momentos de cântico e momentos de crise. Este é um livro de “ובלכתך בדרך””Conforme você andar pelo caminho”, e no final, a maior parte de nossas vidas é feita dessas lutas, entre sucessos e crises, ao invés de momentos bombásticos e únicos.

Neste Shabat, as duas últimas porções desse livro de Bamidbar são lidas – “Matot-Masaei” – e o encerramos. Ao longo da jornada, os filhos de Israel aprenderam, e nós aprendemos, sobre a fé em como o caminho é justo e correto, sobre a eternidade da Torá, sobre mentiras e propaganda enganosa e também sobre a importância de uma visão de futuro em comum.

Isso parece ser o que melhor se ajusta à nossa situação agora, no 74º ano de Israel. Já não são os anos do Holocausto ou da Guerra da Independência. Agora a ambição é ובלכתך בדרך””Conforme você andar pelo caminho” – manter uma rotina de vida boa e abençoada.

Que tenhamos o mérito de concretizar em nós as palavras, proclamadas nas sinagogas ao final de cada Chumash: “Forte, forte e nos fortaleceremos”.

Shabat Shalom!

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