Chega de escravidão / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:

Atualmente, centenas de garotas participantes do workshop “Nifgashot” estão escrevendo sua própria Hagadá de Pessach comigo. Eis uma bela ideia de uma delas, Noam Bitton, 13, de Tzfat:

Pessach simboliza a saída da escravidão para a liberdade. Mas para sermos livres, devemos primeiro examinar de quem somos escravos. Este ano, nossa escravidão é a corona. Não o enfrentamento a ela, o que é necessário, mas lidando com o que gravita em torno dela. Faça uma experiência: sente-se em uma conversa de amigos na sala de estar ou à mesa de Shabat e verifique em quanto tempo a conversa chegara à corona. Normalmente, isso leva só alguns minutos.

Naturalmente, no ano passado, todos os nossos pensamentos e conversas se voltaram para ela, e apenas para ela: isso vai acabar? Iremos para o isolamento? Estávamos perto de um paciente que testou positivo? Quando as escolas serão abertas? Eu até sinto falta de preocupações antigas, como “meu quarto está bagunçado” ou “Não fiz minha lição de casa”. É impossível escapar desse problema, tudo leva a ele.

Mas essa escravidão não é um destino inescapável. É possível e necessário espairecer, renovar as energias, subir ao próximo nível. Siga as regras, mas envolva-se em uma série de outros assuntos. Não viva apenas em torno de algo tão ligado à sobrevivência, mas foque em coisas mais significativas. Pessach desse ano é uma oportunidade para sair dessa escravidão. Para trazer a mente para a liberdade. Você pode começar agora mesmo.

Shabat Shalom.

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