Conselho do Rabino Lau para fortalecer nossa autoconfiança / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:

Tradução: Gladis Berezowsky e Yeshayahu Fuks

“Não tenho autoconfiança”, disse uma das meninas ao Rabino Yisrael Meir Lau. Em um encontro especial via zoom, pelo workshop “Nifgashot”, recebemos o ex-rabino-chefe de Israel, de 83 anos. Aquela mesma garota disse o seguinte: “Meu bat mitzvah está chegando e não tenho coragem de falar em público e dar brachot. Vejo que o Rabino fala em todo o país e pelo mundo afora, com grande confiança. Talvez eu possa receber alguns conselhos?”.

Eis a surpreendente resposta que ela recebeu: “Todos nós sabemos um pouco de Tanach (Bíblia Hebraica) e um pouco de história. Amon, Moav, Aram, Sidon e Amalek eram povos que estiveram apor qui no passado. Havia também a Assíria, Babilônia e a Pérsia. Onde está qualquer dos povos que mencionei? E eles não passaram pela expulsão da Espanha ou de Auschwitz como nós, eles ficaram em suas casas, então por que todos esses impérios não estão mais no mapa? Eles desapareceram, foram apagados e desceram do palco da história. Onde foi parar a ideologia daquelas potências? De todas essas gerações, o menor, o mais sofrido e o mais perseguido povo – somos nós, o povo judeu. É também o único que vive, existe, continua seu caminho, é eterno, floresce e é feliz. Quando me levanto para falar, me lembro disso. Eu sou um representante disso.

Diga a si mesma: eu ficarei firme e direi o que tenho a dizer, porque não sou apenas eu que estou falando, mas da minha garganta falam gerações de eternidade, de existência, de vida. Gerações que não trocaram de ideologia entre si, mas permaneceram fiéis, e eis que vivemos e existimos. Isso me deu confiança para falar ao longo dos anos com o Papa, com Fidel Castro, com os governantes da ex-União Soviética e dos Estados Unidos. E também pode dar-lhes confiança para o discurso de Bat Mitzvah! Temos algo a dizer ao mundo.”

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