É possível!

Uma mãe me escreveu, contando que seu filho recebeu um boletim especialmente ruim. Agora, durante as férias de verão, ela já estava sentindo pressão sobre o ano letivo que se aproxima. Mas então ela percebeu um ponto otimista na porção da Torá desta semana, que poderia facilmente passar desapercebido:

Em seu primeiro encontro com D’us, Moshe Rabeinu disse: “Não sou um homem de palavras”. (Êxodo 4:10). Ele então acrescenta: “Eu sou lento de falar e lento de língua.” Mais tarde, o livro de Devarim (Deuteronômio) começa, “Estas são as palavras que Moshe falou a todo Israel.” Deuteronômio é composto inteiramente de discursos maravilhosos de Moshe Rabeinu. Ele nos deixa seu testamento, uma herança espiritual, seu impressionante discurso de “eu acredito”.

Então o que aconteceu aqui? Como fizemos a transição de “Não sou um homem de palavras” para “Estas são as palavras” que Moshe falou? Nossos sábios explicam: Moshe recebe uma missão e aceita um papel de responsabilidade. Ele deve tirar o povo do Egito, ensinar-lhes Torá e trazê-los para a Terra de Israel. Quando temos um propósito, uma meta e uma visão – é possível superar muitas dificuldades, incluindo diagnósticos terríveis e ideias erradas sobre nós mesmos. A Torá não se preocupa com super-heróis. Em vez disso, deseja nos ensinar que é precisamente um Moshe gago que disse “Eu não sou um homem de palavras” – e que ser transformou em alguém cujas palavras encontraríamos diariamente, por milhares de anos.

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