Isso não é lashon hará!

Cerca de 200 anos antes das atuais manchetes trágicas, o Rabino Yisrael Isser Iserlin escreveu palavras importantes, uma lição para cada um de nós em assuntos futuros: parar as injustiças. Se soubermos de um comandante, um chefe, um rabino, um pai, uma autoridade ou qualquer pessoa que prejudique alguém – é nossa responsabilidade agir. Quando tratamos da proibição de lashon hará (fococa, difamação e calúnia), destacamos como é importante falar bem e não magoar, mas é imprescindível ressaltar desde cedo: quando algo de ruim acontece – não é “calúnia” contar. É obrigatório falar, denunciar, reclamar, gritar. Aqui estão as palavras antigas e relevantes:

“Os livros de ética judaica abalaram o mundo ao enfrentar a iniqüidade da lashon hará, e se faz no mundo uma iniqüidade maior e mais comum do que esta quando se evita de falar, omitindo-se ao invés de salvar os oprimidos dos opressores. Essa situação é semelhante às seguintes metáforas: Quando se sabe que uma pessoa está tramando para emboscar e matar alguém no deserto, ou quando se vê um concorrente entrando clandestinamente à noite na casa ou loja de seu competidor. Em ambos os casos, se poderia ter evitado alertar seu amigo para que tomasse cuidado com aquela pessoa, para não trangredir a proibição de lashon hará? Se a sua intenção é fazer o bem e salvar seu semelhante, essa é uma grande mitzvá. E tantas vezes, vemos situações problemas que deveriam ser apontados e simplesmente dizemos para nós mesmos: para que preciso me meter em algo que não é da minha conta?”

Shabat Shalom.

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