Liderança!

Estes são os dias em que ouvimos e expressamos muitas críticas à liderança política. Esta noite – 10 de Shvat – há uma oportunidade de lembrarmos que existem outros tipos de liderança, que não são menos influentes. Há exatos 71 anos, o Rabi Menachem Mendel Shneerson tornou-se o Rebe de Lubavitch, e começou a liderar a Chassidut Chabad. Três pensamentos para este dia especial:

1. A liderança durante uma crise pode provocar uma revolução. O Lubavitcher Rebe assumiu a liderança em 1950. Numa época em que o povo judeu estava se recuperando da Shoah, a prática judaica na Rússia comunista havia sido proibida e a observância judaica na América foi significativamente diminuída devido à poderosa atração da atraente cultura americana. Foi precisamente nesse ambiente profundamente desafiador que o Rebe começou uma revolução: o judaísmo não seria passivo e defensivo. O judaísmo não se preocuparia apenas em conservar o mundo do passado, mas também seria ativista e inspirador, olhando para o futuro. O judaísmo tinha muito a dizer e sua voz precisava ser ouvida.

2. A liderança cria mais líderes. O Lubavitcher Rebe ficou famoso por ser descrito como alguém que não desejava criar mais adeptos, mas sim mais líderes. Cada judeu era encorajado a se ver como um Sheliach, um emissário, um líder, responsável por todos os outros judeus. Se não houvesse jardim de infância judaico no Marrocos, se não houvesse mikveh no Colorado, se comida kasher fosse necessária na Nova Zelândia, se um judeu fosse preso na Tailândia – é nossa responsabilidade corrigir a situação, demonstrar preocupação com todos os outros judeus, jovem ou velho, perto ou longe. Esses dias são apropriados para adotar essa abordagem: podemos estar lá para um vizinho que deu positivo para o coronavírus ou ajudar um empresário frustrado.

3. A liderança começa em casa. Com todo o respeito ao desejo de mudar o mundo, a liderança começa com a pessoa “liderando a sim mesma” e é medida, antes de tudo, em nossas relações com a família e nosso entorno imediato. Não é fácil, mas entre esperar em outra longa fila e passar mais um período enervante de isolamento com as crianças, ainda podemos optar por agir de maneira positiva, não como vítimas infelizes e exaustas das circunstâncias, mas como líderes.

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