Meron, Jerusalém, Canadá

Ontem conversei com a Rebetzin Hanna Hankin, pelo Zoom, diante de um público de mais de 300 residentes no Canadá. Este evento já estava marcado muito antes da tragédia em Meron. Durante a noite, ela disse algumas coisas que pareceram muito importantes para todos nós, aqui e agora:

“Falamos muito sobre Rabi Shimon Bar Yochai, e eu quero falar sobre Rabi Akiva, que era seu mestre. Rabi Akiva perdeu 24.000 alunos. Todos os seus alunos morreram. O que ele fez? Ele começou de novo, com apenas cinco alunos. Rabi Shimon Bar Yochai era um dos cinco. Não nos desesperamos. Rabi Akiva nos ensina a nos levantar de qualquer situação, de qualquer luto, de qualquer perda.”

“Depois que meu filho, Rabino Eitam, foi morto em um ataque terrorista com sua esposa Naama, passamos por uma crise. Lembrei a mim mesma que ninguém me garantiu que D’us fosse um caixa eletrônico. Você não aperta botões e consegue o que quer. Mas você sempre tem que olhar para os presentes que sobraram. No nosso caso: os quatro filhos de Eitam e Naama, que sobreviveram ao ataque.

Há outra coisa que me dá forças. Eu ouvi um rabino certa vez perguntar a uma turma de alunos: quantos livros há no Tanach? Todos responderam imediatamente: 24. O rabino disse: Não é verdade. A turma insistia e ele explicava: vocês têm razão, mas na verdade são 25. Nesse exato momento, D’us continua escrevendo a história do povo de Israel, cumprindo as profecias, e nós somos os heróis do 25º livro. Nós, tudo o que passamos, fazemos parte de uma grande história, desde o início até os dias atuais. Também isso dá força e conforto. “

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