Não devemos ser judeus do silêncio

Em face de uma onda de antissemitismo mundial, manifestações foram realizadas ontem em apoio a Israel em todo o mundo. Um dos palestrantes mais inspiradores foi Elisha Wiesel, filho do sobrevivente do Holocausto e ganhador do Prêmio Nobel Elie Wiesel z”l, que falou o seguinte diante de uma multidão em Nova York:
“Meu pai, Elie Wiesel de abençoada memória, viajou para a União Soviética nos anos 60 para encontrar judeus russos que estavam proibidos de expressar sua fé. Eles foram proibidos de realizar um Bar Mitzvah, colocar tefilin ou expressar apoio ao Estado de Israel. O Partido Comunista governou com mentiras, e a maior mentira antissemita era que os judeus são exploradores e inimigos da classe trabalhadora. Amigos, hoje também somos vítimas de uma grande mentira. É fácil identificar a mentira do comunista ou do nazista, mas o antissemitismo de hoje é baseado em uma mentira igualmente perniciosa”.
“Quando meu pai visitou a Rússia, os judeus lá perguntaram a ele: ‘Quantos estão marchando por nós na América?’ Ele ficou com vergonha de dizer a eles como eram poucos. Ele escreveu um livro sobre isso chamado ‘Os Judeus do Silêncio’. Muitos pensaram que ele se referia aos judeus da Rússia, já que foram forçados a aprender a sagrada Torá em segredo, em silêncio, mas ele se referia a nós. Quando nos calamos, somos os judeus do silêncio. Para aqueles que estão aqui hoje, eu digo: vocês poderão dizer aos seus filhos que vocês vieram aqui e se posicionaram como judeus orgulhosos, mesmo quando o maior partido no Congresso americano estava cheio de extremistas que espalham mentiras. Essas são as mesmas velhas e más mentiras que foram contadas por milhares de anos, enquanto tudo o que queremos é trabalhar, orar, viver e administrar nosso próprio estado. Você poderá dizer a seus filhos que você não foi um judeu do silêncio”.

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