Não, obrigada

Meital Galor, mãe de quatro filhos, moradora de Sderot, escreveu o seguinte, de dentro de seu quarto protegido (bunker):

“Obrigado pela preocupação, mas não. Eu não quero sair de férias. Nem para o norte e nem para Eilat. Fico feliz por todos que saíram para espairecer, mas para mim, minha casa em Sderot é minha âncora. Eu escolhi morar aqui, e aqui eu quero estar segura. Não procuro uma trégua do barulho e dos bombardeios, pois entendo que as fronteiras do país protegem todo o país. Quando elas são invadidas, todos precisam se preocupar, vocês também. Não há diferença entre o entorno de Gaza e Tel Aviv. Uma fronteira é uma fronteira e deve ser mantida.

Coexistência? Com prazer, apenas com aqueles que estão em primeiro lugar comprometidos com (o mandamento) ‘não matarás’. Não tenho convivência com assassinos. Esta é a fronteira, novamente a mesma fronteira. Quão importante é a fronteira entre o politicamente correto, a distorção, e a verdade simples.

E minhas lágrimas hoje em dia? E as orações? E os Salmos? Eles não têm limites nem fronteiras. Eles não são apenas sobre mim, mas sobre todo o povo de Israel. Para nossos irmãos distantes na Diáspora, para as forças médicas e de segurança onde quer que estejam, para o conselho certo e sábio para líderes e tomadores de decisão, para todas as crianças e mães que se preocupam no refúgio e especialmente para a redenção completa que venha com misericórdia.

E até então – obrigado pelo convite, mas não, obrigado. Estou aqui em Sderot agora. Por todos nós. “

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