O banco da amizade

Shani Abigail, a mãe do menino Ido Avigal de Sderot, que foi morto na Operação Guardião das Muralhas, ainda está se recuperando de seus ferimentos. Eis o que ela escreveu para mim ontem:

“Pensei muito em como homenagear Ido, sobre como ele gostaria que eu o eternizasse. Pensei no valor da amizade e no fato de que, às vezes, era difícil para ele se conectar com outras pessoas. No jardim de infância e também nos parques, ele por vezes brincava sozinho e tinha dificuldades de se juntar aos demais. Pensei que se houvesse um “banco da amizade” no jardim, isso poderia tê-lo ajudado bastante. A ideia é que se uma criança tiver dificuldade em se conectar, ela pode apenas se sentar no banco e os outros podem se virar até ela e convidá-la a se juntar a eles na brincadeira. Se as crianças discutirem entre si, elas podem resolver isso numa conversa, sentadas no banco.

A ideia começou de um banco em um jardim de infância e agora está ganhando força tanto em escolas, quanto em parques públicos. Existem várias cidades que já encomendaram esses bancos, para a abertura do ano letivo. O feedback que recebo é tremendo. Ele simplesmente funciona e resolve o sofrimento social das crianças. Todas as noites, antes de dormir, Ido compartilhava conosco como foi seu dia e tinha o hábito de dizer sempre, que praticou o “ame ao próximo como a si mesmo”. É por isso que essa é a frase escrita no banco da amizade.”

Na véspera de Tisha B’Av, escrevi à Shani, dizendo que talvez precisássemos de um banco assim também para adultos.

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