O lado mais bonito do israelense Vs o lado mais feio

Meu WhatsApp está explodindo, e não é só o meu. Alunos da primeira série que querem enviar cartas para judeus ucranianos, uma família que tem um apartamento vazio e quer acolher refugiados ou novos imigrantes, pessoas que perguntam quando o próximo vôo aterrissa no aeroporto Ben Gurion para recebê-lo e, claro, inúmeras iniciativas de orações e doações.

Às vezes parece que não há nenhum israelense que não pense hoje em dia em como pode ajudar. A jornalista Efrat Lechter, que voltou da Ucrânia, me contou como foi desagradável para ela não poder retornar a todos que a contataram pelo celular, e como foi incrível essa mobilização.

No Shabat terminamos de ler o Livro do Êxodo, com a comovente descrição da conclusão da construção do Mishkan (Tabernáculo), centro espiritual que acompanhava o povo no deserto. Foi provavelmente o primeiro financiamento coletivo da nossa nação. Engajamento em massa, onde todos contribuem, realizam e doam bastante, e todos juntos se entregam para uma missão positiva.

Mas os Sábios, em uma profunda declaração psicológica, nos lembram que há pouco tempo, parte das mesmas pessoas que felizmente construíram o Tabernáculo – construíram o bezerro de ouro e dançaram ao redor dele. Ainda hoje, o lado mais belo do israelense, às vezes pode aparecer na mesma pessoa que pode revelar o lado mais feio. Os sábios afirmam assim: “אין אתה יכול לעמוד על אופיה של אומה זו – נתבעים לעגל ונותנים, נתבעים למשכן ונותנים”. Ou seja, há uma nação aqui com um caráter especial, com muita energia, com tendência a se empolgar, se deixar levar, se engajar e exagerar. Mas isso é perigoso – eles podem se entregar ao bezerro de ouro e podem se entregar ao Tabernáculo.

A escolha é nossa, e esse é um teste para cada um de nós e para todos nós juntos. Tomara que possamos sempre nos empolgar e ir além juntos, em torno das coisas certas.

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