O que aprendemos com o Ushpizin? / A Nota Diária/ Sivan Rahav-Meir

Tradução: Gladis Berezowsky e Yeshayahu Fuks

Como eu, você também tende a adiar assuntos importantes devido aos aborrecimentos da vida diária? A vida dos sete Ushpizin (convidados) que convidamos para nossa Sucá, um por noite, pode ser instrutiva a esse respeito. Estamos falando sobre Avraham, Yitzchak, Yaakov, Moshe, Aharon, Yosef e David.
Quando examinamos a vida dos pais de nossa nação, vemos que eles tiveram que enfrentar desafios e crises continuamente. Avraham foi chamado a deixar sua terra natal e viajar para uma terra desconhecida. De lá, ele teve que ir para o Egito devido à fome antes de retornar para sua casa de adoção. Yitzchak estava pronto para ser sacrificado por seu pai e mais tarde encontrou inimigos onde quer que fosse. Yaakov fugiu para Haran, voltou para casa, mas depois desceu para o Egito e morreu lá. Os irmãos de Yosef o venderam para uma caravana que passava e ele acabou em uma prisão egípcia. Moshe foi escondido em uma cesta no Nilo, cresceu no palácio do Faraó e foi forçado a fugir para Midian após matar um egípcio. Seu irmão Aharon vagou com ele por 40 anos desafiadores no deserto. E a vida de David foi cheia de guerras e rebeliões.
Nossos antepassados viveram vidas transitórias de “sucá” sem lares permanentes. Mas apesar de todas as suas andanças e provações, eles se construíram e se aprimoraram para ensinar, educar, fazer o bem – e assim se tornaram figuras significativas, poderosas e eternas. Avraham, por exemplo, não esperou que seus problemas terminassem, mas conseguiu estabelecer a fé judaica apesar de todos os obstáculos. O Rei Davi, em meio a uma vida cheia de turbulência, escreveu o Livro dos Salmos.
Eles não colocaram tudo em espera até “depois da crise”. Exatamente o oposto. Eles entenderam que a hora é agora, que a vida deve ser vivida dentro do redemoinho. Em vez de esperar a chegada da paz e da tranquilidade e começar a fazer grandes coisas, eles sabiam como focar no que era importante, mesmo quando o mundo ao seu redor tremia.
Mais do que isso, parece que foi justamente pelos desafios que enfrentaram que conseguiram florescer e crescer. Esta é a mensagem que valeria a pena levar conosco quando deixarmos a sucá.

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