O que aprendi com o Tanya?

Eu realmente acabei de terminar o livro de Tanya?
O livro de Tanya é o livro principal da Chassidut Chabad. É costume estudar uma parte dele a cada dia. Ontem terminamos o ciclo anual e hoje, dia 19 de Kislev, começamos a estudá-lo novamente. Essa não é apenas mais uma data no calendário. O ciclo anual de Tanya começa neste dia específico porque marca um evento festivo e transformador: Foi no dia 19 de Kislev, em 5559 (1798), que o Alter Rebe foi libertado de uma prisão russa, depois de ter sido enviado para lá pelo crime de espalhar a Chassidut. O Alter Rebe, Shneur Zalman de Liadi, foi o autor do livro de Tanya e o fundador do movimento Chassídico Chabad.

Em certo sentido, nesse dia a própria Chassidut saiu da prisão, e recebeu permissão oficial para estudá-la e divulgá-la. Desde então, vem conquistando o mundo.

Cada sede do Chabad, cada melodia chassídica, tudo começou a partir daí. Hoje, multidões em todo o mundo participam dos eventos da 19 de Kislev, à medida que as pessoas saem do confinamento para a liberdade, da autolimitação para a possibilidade ilimitada.
Eu me esforço para estudar a porção diária do Tanya e hoje, Baruch HaShem, comecei o Tanya de novo. Nem sempre entendo o que leio nesta obra profunda, e não me peça para repetir todas as idéias que ele contém. No entanto, se eu tivesse que resumir em uma palavra, essa palavra seria pnimiut (interioridade).

Existe uma dimensão de interioridade, muitas vezes oculta, mas esperando para ser acessada, no mundo. Há um potencial para iluminação, vitalidade, sentimento e significado em tudo o que fazemos, mas precisamos trazê-lo para fora. Uma pessoa pode orar, mas como ela ora? Uma pessoa pode se casar, mas qual é a qualidade do casamento? Uma pessoa pode ser pai, mãe, professor ou aluno, mas de que maneira? A questão não é apenas sobre o que fazemos, mas como o fazemos. Atuamos como robôs ou agimos com fogo e entusiasmo? Em uma época de muita exterioridade, a Chassidut – cuja festa é celebrada hoje – nos oferece, em vez disso, interioridade.

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