Qual é a aparência do mal?

Ensinamos as crianças a não aceitarem doces de estranhos que encontram na rua, mas a maior parte dos danos que as crianças sofrem são causados por pessoas que conhecem. Essa é uma das coisas mais difíceis de se entender: o vilão nem sempre tem aparência de malvado. Às vezes, é uma pessoa simpática e elegante. A todo instane estouram escândalos sobre pessoas conhecidas e bem-sucedidas, e continuamos a nos surpreender…

Nossos comentaristas se centram na figura de Essav, de quem Yaakov foge, na Parashá desta semana. Imaginamos Essav, o caçador, uma pessoa violenta e hostil, uma pessoa que teríamos evitado na rua. No entanto, o Rabino Eliahu Desler afirma que não podemos esquecer que Essav foi um líder espiritual impressionante, capaz de atrair muitos seguidores. A Torá conta que 400 pessoas o seguiram com entusiasmo, considerando-o um mentor. O seu coach. 

De acordo com o Rabino Desler, Essav foi o primeiro a trazer essa hipocrisia ao mundo: por fora você pode ser um professor, ou um alto funcionário do governo, ou um rabino, e por dentro – ser o maligno Essav.

Não se deve viver com desconfiança e perder a fé no bem e, mesmo assim, a Parashá nos oferece anualmente um lembrete: devemos examinar se a pessoa também é um exemplo pessoal, verificar cuidadosamente o que está por trás da máscara do carisma ou talento e lembrar que o mal nem sempre se parece com o que imaginamos.

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