Que não sejamos malvados / A Nota Diária, Parashat Shelach / Sivan Rahav-Meir:

Tradução: Gladis Berezowsky e Yeshayahu Fuks

Vivemos em uma realidade instável: emergimos de uma epidemia global desafiadora, estamos no meio de uma crise política frustrante e, recentemente, graves desastres e uma operação militar ocorreram. O que uma pessoa razoável deve fazer em face de todos esses eventos? Logo depois que a profetiza Miriam proferiu lashon hará (maledicência), até mesmo os espiões, na parashá desta semana, falaram mal da Terra de Israel. Rashi explica que a Torá deliberadamente vinculou essas duas histórias para que notássemos que os espiões viram o que aconteceu com Miriam – mas não aprenderam uma lição, ou em suas próprias palavras: “Esses ímpios viram – e não aprenderam a moral “רשעים הללו ראו – ולא למדו מוסר.”

Esta é uma definição totalmente nova da palavra “malvado”. Malvado é aquele ao lado de quem acontece um acontecimento dramático (no nosso caso: Miriam falou algo inapropriado e todas as pessoas esperaram por ela até que ela se curasse das consequencias disso) – mas ele vive como um autômato. Não observa, não presta atenção, não tira conclusões pessoais úteis do que está acontecendo ao seu redor.

Nossos comentaristas escrevem que isso pode ser aplicado o tempo todo: basta começar a olhar para os eventos, não apenas para expressar uma opinião, mas para tirar conclusões pessoais, objetivamente. Quando atualmente estamos zangados com o comportamento dos políticos – devemos, ao mesmo tempo, verificar se podemos nos comportar dessa maneira em nossas vidas pessoais, D’us nos livre. Em vez de ficar apenas alegre porque a corona terminou em Israel – verifique o que aprendemos com isso para o futuro. Todos estão convidados a acrescentar aqui seus próprios exemplos, sobre o que vão aprender nestes dias diante de todos os acontecimentos, para não deixar a realidade passar – sem nos mudar.

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