Reflexão para o Dia de Jerusalém / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:

Tradução: Gladis Berezowsky e Yeshayahu Fuks

Há 54 anos, Jerusalém foi libertada. A guerra foi curta, seis dias, mas as saudades duraram longos anos: Rabi Yehuda Halevi era escritor na Espanha, mas sentia seu coração em Jerusalém. Cerca de mil anos depois, quando Shay Agnon recebeu o Prêmio Nobel, disse ao mundo inteiro que havia nascido na Diáspora, mas sempre lhe pareceu que havia nascido em Jerusalém. Natan Sharansky foi julgado e mandado para a prisão por muitos anos como prisioneiro de Tzion, mas declarou perante os juízes: “No próximo ano em Jerusalém!” Na verdade, cada vez que um casal se casa, em toda parte, em cada geração, ouve-se o lembrete “Se eu me esquecer de ti Jerusalém…”.

Yoram Zamush, um dos paraquedistas libertadores do Muro das Lamentações, contou como, durante a luta, ele e seus amigos chegaram à casa da família Cohen, na rua Hakerem 10, em Jerusalém. Uma Sra. idosa de repente colocou a bandeira de Israel em sua mochila e disse com entusiasmo: “Esta é a nossa bandeira, desde que fomos expulsos de nossa casa na Cidade Velha. Rapazes, todo o povo judeu, todas as gerações do povo judeu, estão empurrando vocês com as pontas dos dedos. Que vocês cheguem em segurança e hasteiem esta bandeira.” Assim foi.

É verdade que a situação em Jerusalém não é perfeita no momento. Definitivamente não. Mas se há uma coisa que toda a história desta cidade nos ensina é a paciência. Ela conheceu dias muito mais difíceis. Mesmo contra o pano de fundo dos últimos dias, vale a pena olhar para trás: o Primeiro Templo, o Exílio Babilônico, o Segundo Templo, os Gregos, os Romanos, os Bizantinos, os Muçulmanos, os Cruzados, os Mamelucos, os Turcos, os Britânicos e nós. Nós ganhamos. Foi precisamente na nossa geração que ela finalmente voltou para os seus filhos. Recebemos um presente e devemos ser dignos dele.

Todas as belas profecias escritas sobre Jerusalém e sobre nós estão começando a se cumprir diante de nossos olhos, mas ainda temos mais caminho pela frente, há mais trabalho a ser feito, até que sejam totalmente cumpridas. Jerusalém é uma combinação de duas palavras: vejam-íntegra (“Rehu Shalem). Vejam a perfeição. No final, isso vai acontecer. O que começou com Avraham Avinu, continua com o rei Davi até os nossos dias, se tornará realidade. Jerusalém será a capital mundial da justiça, da paz e da fé.

Feliz Dia de Jerusalém.

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