Sobre Barel e nós

Ele não é “o filho de todos nós”, como vi que escreveram. Ele é o filho de Yossi e Nitza, que o criaram, e que agora estão de luto por ele. Mas sem dúvida, nessa última semana, ele entrou no coração de todos nós. Barel Shmueli foi enterrado nesta última noite, depois de ter sido mortalmente ferido, e ele nos ensinou muito nos últimos dez dias:

Em primeiro lugar, na forma como ele foi ferido. Multidões de Gaza chegaram até a cerca de proteção, a uma curta distância, e um terrorista atirou em Barel. Tomara que a vasta crítica pública seja útil, tomara que a investigação do incidente mude os procedimentos, tomara que este seja o último caso.

E depois, a solidariedade. Tantas pessoas que nunca o conheceram e colocaram o nome “Barel Ben Nitza” em sua agenda, tanto em Israel quanto no mundo. Centenas de Hafrashot Challah foram feitas para a sua cura e uma quantidade infinita de abraços, reais ou virtuais, alcançou a família. Seu rosto se tornou uma das fotos mais virais das redes sociais, mais do que qualquer celebridade. Quando seu estado de saúde piorou, foi possível sentir como isso afetou não apenas sua família, mas também toda a sua “família”, todo o povo de Israel.

E orações também. Supostamente, estamos em um mês de orações antes dos feriados que são o pico do ano, mas os emocionantes serviços Selichot (orações que são recitadas nesta época do ano) fora do Hospital Soroka quebraram todos os recordes. A família pediu por isso, então dia após dia, à meia-noite, milhares de pessoas de todo o país estavam presentes e recitavam as orações Selichot. “Fiquei surpreso não só com a quantidade de pessoas”, disse-me alguém que veio ao local, vindo do norte do país, “mas com a intensidade da emoção e do carinho, pelo fato de tanta gente chorar ali”.

Pela elevação da alma de Barel ben Yosef e Nitza. “Que o ano e suas maldições acabem, e que comece o ano e suas bênçãos.”

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